"O Lado Di Ká" by Ditinho
Original ? Why ?
Nascido na cidade de Pedreira SP , Vila Santo Antonio ,cresceu na Vila São José e na Vila Monte Alegre, estudou no Grupo Escolar Coronel João Pedro e Arnaldo Rossi , foi batizado e fez a primeira comunhão na Igreja Matriz Santana de Pedreira onde posteriormente veio a contrair matrimônio, trabalhou vendendo sorvetes , vendeu doces na rua , amendoim no campo de futebol da cidade, cantava no Programa de Calouros do Corinthians , frequentava a pracinha em frente a Matriz , curtia o Jardim do centro da cidade, trabalhou na sapataria do Danilo , Porcelana Santa Rosa , Santana , atuou como diretor de som nos anos 80 no Clube do ADC Santana e no S. C. Corinthians de Pedreira, trabalhou nos anos 70 na discoteque do Centro Comunitário da Vila Monte Alegre, onde ajudou a encenar diversas peças de teatro, junto dos amigos da Vila, foi torcedor do Estrelinha na Prainha onde jogou , mais tarde jogou também no Paulistinha ,esteve junto na fundação do time do Pingão, na Vila Monte Alegre , onde depois veio a se transformar em Sekabar , nos anos 70 desceu o morro da Vila com o bloco de carnaval , que acabou dando origem aos carnavais dos anos 80 , em 78 e 79 saiu na escola de samba do Grêmio Santana “AZULÃO 78”,foi o DJ oficial e residente da discoteca do clube da Santana nos anos 80 e também no Corintinha no final dos anos 70 e durante toda a década de 80. Jogou nos times de sua época na cidade , Estrelinha , Paulistinha , Vila Monte Alegre , Santa Rosa , Santana , 15 de novembro , Beco , Pingão e Sekabar , onde ajudou a fundar junto com seus amigos.
No final dos anos 80 passou a trabalhar também como técnico de bandas , onde atuou em diversos grupos da região , na cidade trabalhou com praticamente quase toda banda ou dupla que se formava na sua época , fez parte da equipe STTAF SOM , foi contratado da GFSOM da cidade de Amparo em diversos eventos , tais como Festival de Inverno de Amparo de 2001( o primeiro) , Festa do Morango de Monte Alegre, em várias edições, rodeios em Bragança , Socorro , etc...diversos carnavais : Serra Negra , Águas de Lindóia , Morungaba , etc... Trabalhou em Jaguariuna desde 1982 como técnico de TV e Som , na Eletronica Jaguar, até 2008. E ainda hoje presta assistência em diversas oficinas especializadas no ramo , e atende como , Original DJ de época anos 70/80 ,e também como produtor de eventos de bandas de rock na região .
A vida em Pedreira na minha infância e adolescência
Nos anos 60 nossa cidade era dividida em duas partes : o centro e a periferia ,o centro compreendia , o Cine Alvorada , a Igreja Matriz , o Jardim Público , os clubes : Santa Sofia e Corinthians ,o Grupo Escolar Coronel João Pedro , a Escola Estadual Humberto Piva , o campo do Corinthians e o do Santa Sofia ,a Rodoviária , a rua Antônio Pedro e a rua Quinze de Novembro. Lá pros lado do Cemitério , do Hospital ,que foi inaugurado em 1960 , o Nadir Figueiredo (Moranquim), Vila Caú , Vila Canesso , e lá pra cima ,o Jardim Andrade estava começando , mas eu tinha meus conhecidos por lá , o Triunfo era fazenda , depois da porteira , não era fácil entrar , mas meus avós já moravam por lá desde os anos 40 , então eu conhecia o pessoal por lá também , Jardim Alzira , Santa Clara , era fazenda , meus primos moravam lá . Nos arredores do centro ficavam o Macedo , o Limoeiro e o Barbin tinham poucas casas no Ricci já tinha a Vera Cruz e algumas casas , a Vila Monte Alegre não existia ainda, por lá era só sítios particulares , e lá no meio da Vila São José ( Prainha ), Parque Bela Vista ; não tinha ainda , estavam nós, na rua Adriano Corsi ,perto da Santa Rosa. Foi mais ou menos nessa época que eu entrei estudar no Grupo Escolar Coronel João Pedro de Godoy Moreira , quando estava em casa eu levava almoço para o pessoal das redondezas que trabalhavam na Vera Cruz , e quando vinha da escola ia nadar na piscina do Parque Infantil , fiz a primeira comunhão na Igreja Matriz Santana , assistia televisão no Bar do Hélio , jogava bola nos campinhos em volta de casa , onde hoje se situa uma oficina mecânica , na avenida Joaquim Carlos e de vez em quando no Clube da Prainha (Náutico) também ia nadar no areião. Mais tarde foi que entrei trabalhar , primeiro na Sapataria do Danilo , depois fui para um restaurante que tinha ali perto na mesma rua , logo depois arrumei serviço na Porcelana Santa Rosa , depois fui pra Cerâmica Santana ,no intervalo entre um serviço e outro , fui sorveteiro , doceiro (vendia sonhos na rua) , e vendia amendoim nos campos de futebol da cidade na época. No começo dos anos 70 mudamos pra Vila Monte Alegre, fiquei ali até 1985 , quando depois do meu casamento , voltei pra Vila Santo Antônio , onde estou até hoje.
A Festa de Santana e a FIP
Desde muito pequeno eu me lembro que quando chegava o tempo de festa de Santana, meu pai me levava pra passear no parque de diversões que todo ano vinha pra Pedreira, a festa era sempre realizada em frente a Matriz, mas no final da década de 60 com a desativação do campo do Corinthians, que ficava bem no centro da cidade entre as ruas: Siqueira Campos e Antonio Pedro, a festa nesse ano foi realizada nesse espaço, as barracas foram montadas no meio do campo, e fizeram uma rua pra dividir os espaços(hoje Rua Waldemar Cartarozzi) de um lado ficavam as barracas da festa e de outro no prédio que foi construído pra ser Rodoviária, depois virou PPA, fizeram neste ano a “FIP”. Ali aconteceram grande shows e eventos, além da amostra da nossa porcelana pra todo mundo, e eu sempre estava pelo local. Numa noite de domingo lá do lado de dentro da feira, funcionava uma barraca que tinha uma mulher que se transformava em macaco, a Telma. A entrada da FIP ficava onde hoje tem uma loja de calçados, e a saída onde hoje existe um semáforo, com o portão virado pro lado da rua Antonio Pedro ,a barraca da Mulher-Gorila ficava perto do portão de entrada ,comprei o ingresso e entrei assistir o show ,fiquei olhando aquela moça bonita se transformando em macaco e achava muito engraçado , até que de repente o locutor que falava o tempo todo ,começou a dizer que se ela quebrasse aquelas barras de ferro que a cercavam poderia ser fatal pra todo mundo ,mas não tinha perigo não , aquelas barras eram de ferro puro ... dali a pouco ela quebrou as grades e veio pra cima do público presente, e eu estava lá... Meu Deus !!! Que tragédia, fiquei apavorado saí numa corrida só sem olhar pra trás quase levei o portão de saída da feira no peito , ninguém me segurava , eu queria na verdade me esconder da mulher- gorila , atravessei a ponte do Balão da Cobra correndo, cheguei em casa perto da fábrica Santa Rosa ofegante , mas estava salvo daquele monstro...foi aí que parei pra pensar no acontecido , que vergonha! Fiquei uma semana sem sair de casa até meus amigos esquecerem o fato. Mas a FIP e a Festa de Santana continuou nesse ano ali mesmo no antigo Campo do Corinthians no centro da cidade de Pedreira.
Meu Tio Gervásio Sapateiro
Quem vive na cidade de Pedreira á pelo menos 30 anos , já viu ou teve o prazer de conversar com inúmeros moradores ilustres , sim com pessoas comuns mas ícones , como referencia do próprio povo.
Alguns andavam pelas ruas , outros ficavam em suas casas mas todos nós sabíamos que eram gente de bem , uns cantavam na FIP ,outros brincavam com a gente na rua sem maldade nenhuma.
Uma dessas pessoas que já virou folclore pela sua maneira autêntica de ser com todos moradores de nossa querida Pedreira , é meu tio “Gervásio Sapateiro”.Essa pessoa representa hoje uma boa parte de nossa população que quero prestar essa pequena homenagem. Nos anos 50 e 60 já tocava sua viola com os amigos : Gritinho , Generoso , Toninho Bassan e outros tantos artistas pedreirenes de sua época e que alguns se encontram entre nós como o Compadre Generoso da Rádio Difusora de Amparo , e o próprio tio Gervásio está aí na luta como um dos sapateiros mais antigos não só de nossa cidade, mas de toda Região Metropolitana de Campinas.Ele juntamente com seu parceiro e amigo Toninho Bassan foram uma das primeiras duplas de nossa cidade a se apresentarem em uma rádio , sempre acompanhados de outros amigos da época , Barbosa e Barbosinha , Machado e Machadinho , e outros que pela minha pouca idade na época não me lembro agora, mas também participavam da vida artística de Pedreira em seu tempo.
Meu tio Gervásio jogou no campo do Brigadeiro , no campo do Corinthians , no campo do Triunfo então nem se fala , nos anos 50 meus avós moravam ao lado do campo,trabalhou na antiga Sapataria do Geremias ,onde cultiva boas amizades até hoje pela sua autenticidade e sua maneira simples de ser . Ele mora lá na “Floriano Peixoto” , sobe todo dia falar com seus amigos do Bar do Bazéio , atravessa a cidade inteira , na maioria das vezes empurrando sua bicicleta e conversando com toda pessoa que encontra pelo caminho.
Por isso hoje presto essa homenagem a muitas pessoas de nossa cidade (algumas já não se encontram entre nós), mas que ajudaram á construir a cidade que nós vivemos hoje, e merecem todo nosso respeito ,
como essa que faço para meu querido tio : Gervásio Sapateiro
Assinar:
Postagens (Atom)